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domingo, 13 de janeiro de 2008

Jornalistas escolhem Junta Governativa para sindicato nesta terça na OAB





O Jornal da Paraíba trouxe neste domingo, dia 13, um edital de convocação para assembléia geral extraordinária do Sindicato dos Jornalistas com um único ponto de pauta: "eleição da Junta Governativa Provisória". A assembléia ocorre na próxima terça-feira, dia 15, e terá lugar no auditório da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB), que fica à rua Rodrigues de Aquino, nº 37, no centro de João Pessoa. O evento está marcado para iniciar a partir das 19h.

A assembléia está sendo convocada por conta da suspensão do processo eleitoral que iria ocorrer no dia 22 de dezembro do ano passado. A eleição foi suspensa por força de liminar concedida pela juíza substituta da 4ª Vara Cível, Dra. Silse Maria da Nóbrega Torres. A liminar foi solicitada depois que o movimento Novos Rumos, de oposição à atual diretoria, foi impedid0 pela comissão eleitoral de inscrever chapa para concorrer ao pleito. A comissão exigia documentos não previstos no regimento eleitoral nem no estatuto social da entidade.

Novos Rumos conclama os jornalistas paraibanos filiados ao sindicato a comparecerem em massa à assembléia desta terça-feira no auditório da OAB-PB para escolha dos membros da Junta Governativa. Estamos defendendo que ela se componha apenas de cinco pessoas, de forma paritária entre os grupos da situação e da oposição sindical.

Como se trata de uma situação emergencial, Novos Rumos defende que a Junta deve receber mandato apenas para conduzir a transição, especialmente nas ações referentes ao novo processo eleitoral. Nesse sentido, o mandato deve ter duração de apenas quatro meses, período mínimo necessário para que os jornalistas interessados em participar da gestão sindical possam se filiar ou regularizar a situação de inadimplência, tendo em vista que a atual diretoria suspendeu de forma anti-estatutária novas filiações desde setembro do ano passado, comprometendo inteiramente o processo de participação democrática na eleição.

A participação de representantes do movimento Novos Rumos na Junta Governativa torna-se, assim, imprescindível para a garantia da equidade e da lisura na condução dos próximos passos administrativos da nossa entidade. A participação paritária também deve ser garantida quando da composição da próxima Comissão Eleitoral, a ser escolhida numa assembléia posterior.

Para os situacionistas é cômodo manter as instâncias administrativas e eleitorais sem a participação de representantes da oposição. Foi esse erro que fez com que todo o processo eleitoral anterior caísse em suspeição por conta da vinculação subalterna dos membros escolhidos com o atual presidente. Não se pode acreditar em imparcialidade e igualitarismo de oportunidades num processo cujos executores estão comprometidos apenas com uma das partes interessadas. Foi isso que inviabilizou a democratização de todas as etapas da tentativa de eleição suspensa pela Justiça em defesa da igualdade de condições em dezembro passado.

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