Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

NOVOS RUMOS convoca jornalistas paraibanos para discutir desregulamentação

RODA DE DIÁLOGOS
SOBRE
FUTURO
DO JORNALISMO
NA PARAÍBA

sábado, dia 04
das 9h às 13h
auditório do SINTEP
rua José Coelho, 61, Centro de João Pessoa (próximo à Clínica São Camilo)

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Paraíba tem longo histórico pela democratização da comunicação

por Dalmo Oliveira









Ministro Hélio Costa: governo dominado

A publicação do decreto assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva convocando para os dias 1, 2 e 3 de dezembro, em Brasília, a primeira Conferência de Comunicação (CONFECOM) representa um dos mais esperados capítulos na história da redemocratização brasileira.

Redemocratização que começa com os primeiros movimentos pelas Diretas-Já! em meados da década de 80 e se consolida com a participação da sociedade brasileira na discussão, proposição e implementação de políticas públicas em diversos setores-chave do país, através da realização de conferências públicas, a exemplo da Saúde (13ª edição), Educação, Direitos Humanos, Juventude, Segurança Alimentar etc.

O processo comunicacional torna-se, assim, um dos derradeiros bastiões onde a participação popular ainda não possui, efetivamente, permissão para intervir, sendo mantido secularmente pelo julgo dos capitalistas e da regulação do governo central.

Significa dizer claramente ao cidadão brasileiro que a democratização da comunicação permanece sendo uma necessidade reprimida na moderna e quase-democrática sociedade brasileira. Uma repressão histórica que nega às camadas populares o direito básico de acesso ao maravilhoso aparato tecnológico e ideológico proporcionado pela mídia e pelos mecanismos de informação e comunicação otimizados pela revolução cibernética a que assistimos nas últimas décadas.

Para nós, comunicólogos e demais pessoas e entidades interessados diretamente no processo contemporâneo da comunicação social, não seria exagero dizer que o direito à comunicação é tão vital para a saúde coletiva do nosso país, quanto o direito à agua e aos alimentos, o direito à liberdade, ao trabalho, ao conhecimento e ao amor.

Nesse sentido é que consideramos a promoção da democratização da comunicação, inicialmente através de uma discussão ampla, popular, democrática e republicana, tendo a CONFECOM como plataforma social e organizativa, uma tarefa urgente das cidadãs e cidadãos desse país.

Uma discussão de cunho deliberativo, organizada e bancada pelos poderes públicos (municipal, estadual e federal), mas, fundamentalmente, construída pelos atores sociais que historicamente desenvolveram uma responsabilidade social e de classes neste processo.

Um fórum de discussões amplas sobre o papel dos meios de comunicação de massa nas nossas vidas e as consequências de seu funcionamento em meio a uma sociedade complexa e fértil com a brasileira. Onde se discuta e regule as interfaces entre comunicação e cultura, comunicação e poder, comunicação e subjetividades, comunicação e igualdade de gênero, raça e etnias.

Por entendermos que é o processo comunicacional o primeiro responsável pela mediação entre a cidadania e o Estado, o capital e o trabalho, entre as diferenças e especificidades regionais, damos a ele um olhar especial, observando-o como gerador e potencializador de conflitos, mas também de soluções coletivas.

A democratização da comunicação passa, inegavelmente, por uma pedagogia da cidadania, onde os inúmeros setores que compõem o tecido social participem num processo auto-gestionário de um inesgotável processo de ensino/aprendizagem, onde competências e limitações sejam socializadas, para diminuir o foço social entre a cidadania mais vulnerável e os grupos mais privilegiados do ponto de vista econômico, material e político.

Os atores históricos desta construção utilizam o discurso de pensadores como Jesús Martin-Barbero, diagnosticando que “ (…) No fim da era da produção e no começo da era da informação, a crise se resolve em uma reciclagem do sistema que teria sua dinâmica econômica na informação como novo e único espaço de produção de poder e de sentido, e sua legitimação política na separação axiomática entre informação e significação”.

Pensar a comunicação que se processa no estado da Paraíba é o grande desafio desse grupo. Analisar a constituição histórica, econômica e cognitiva do processo de comunicação da sociedade paraibana é uma tarefa indispensável antes de pensar as maneiras de intervenção que a sociedade civil ainda poderá fazer nesse sistema.

Do ponto de vista prático, é preciso lançar propostas de políticas públicas para a gestão dos meios de comunicação mantidos pelo poder público. Na Paraíba vivemos duas realidades distintas nessa esfera: i) Como democratizar a participação popular e cidadão nos órgãos oficiais do Estado, como a Rádio Tabajara e o jornal A União?; ii) Como garantir a participação popular e cidadã nos veículos de comunicação dos poderes públicos que reivindicam para si canais e aparatos comunicacionais, como TV Cidade, TV Câmara, TV Assembléia, TVs Universitárias etc?

O outro importante debate sobre a democratização da comunicação na Paraíba diz respeito à concessão de canais de rádio e tv para entidades comunitárias e associativas de um modo geral, levando-se em conta que a capital, João Pessoa, é hoje a grande cidade brasileira onde pouquíssimas emissoras de caráter “comunitário” receberam autorização para funcionar legalmente.
Para os segmentos do controle social, interessados diretamente na realização da CONFECOM na Paraíba, a discussão básica na história da radiodifusão “alternativa” ou comunitária se vincula mais preferencialmente sob o foco do controle de concessões públicas e na capacitação dos comunicadores populares para a produção de conteúdos próprios do modelo da comunicação comunitária. É preciso, fundamentalmente, inibir a utilização dos canais comunitários por grupos minoritários, com intenção meramente político-partidário-empresarial.

Há que se pensar também o controle de conteúdos e práticas anti-cidadania nas emissoras convencionais. Inibir definitivamente o abuso de comunicadores que atacam os direitos humanos fundamentais, promovendo racismo, homofobia, machismo e outras distorções sociais comuns na mídia paraibana atual. A criação de conselhos de comunicação responsáveis pelo fomento a esse tipo de política pública é uma tarefa inadiável.

É preciso discutir com coragem e equilíbrio a problemática da convergência tecnológica das mídias. A democratização das redes digitais e a gestão de seu desenvolvimento na Paraíba. Imbuído nesta questão aparece a discussão sobre o oligopólios midiáticos, em que pequenos grupos empresariais monopolizam e concentram várias plataformas midiáticas, como rádio, tv, internet, satélites etc.

O que ocorre de fato é a monopolização da fala social por setores sociais que dominam os meios e conteúdos da comunicação paraibana, impondo ao conjunto da sociedade uma pauta de discussão na esfera pública marcada pelos interesses das corporações políticas, religiosas e empresariais.

Isso cria uma outra realidade midiatizada, diferente dos reais interesses da nossa população. O conceito de notícia passa a ser aquele escolhido pelos operadores do sistema comunicacional e não pelo verdadeiro interesse popular e cidadão.

Os efeitos desse tipo de noticiário (e de comunicação) no imaginário e na subjetividade dos usuários do sistema comunicacional tem sido danosos, com a banalização da sexualidade, afetando de forma preocupante o desenvolvimento do caráter e comportamento de crianças e adolescentes. O Conselho Nacional de Psicologia tem alertado à sociedade brasileira para esse tipo de interferência da mídia na formação da subjetividade da população.

A reivindicação popular por democratização da comunicação tem sua fase de organização mais efetiva a partir de 2005. Na Paraíba diversas organizações não-governamentais como ABRAÇO, Amazona e sindicatos de trabalhadores, notadamente o de jornalistas e o Sintell (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Telefônicas), têm fomentado as discussões acerca desta questão, promovendo eventos e difundindo as reivindicações populares em defesa de uma comunicação mais participativa e democrática.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Sistema Associados põe jornalistas do DP para trabalhar na PB e RN

foto: Dalmo Oliveira
Maria Helena, Ovídio e Roger de Renor durante entrevista na Lagoa



*SinjoPE acionará SRTE e MPT



Promovendo demissões em massa em seus jornais no Rio Grande do Norte (Diario de Natal) e na Paraíba (O Norte e Diario da Borborema), os Diarios Associados resolveram recorrer à exploração da mão-de-obra jornalística de outras empresas do conglomerado para tapar o buraco aberto nas redações com o corte de pessoal. Um ato de ilegalidade, a utilização de trabalhadores de uma empresa como mão-de-obra de outras empresas, e apenas em troca de diárias como remuneração (depositadas na conta corrente de cada um), que têm ainda que ser comprovadas com notas fiscais de transporte e refeição.
O Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (SinjoPE) recebeu denúncias, já confirmadas, de que o Sistema Diarios Associados está escalando - este o adjetivo mais ameno para definir a expressão obrigando - jornalistas do corpo de redação do Diario de Pernambuco para ocupar as vagas abertas com as demissões, tanto durante a semana como nos finais de semana.
As denúncias revelam que cinco jornalistas do Diario de Pernambuco - três editores e dois repórteres - estão desde a última segunda-feira (06/04) na redação de O Norte, em João Pessoa, um editor e dois reporteres estão na redação do Diario de Natal há duas semanas e que houve deslocamentos de editores do DP para o Diario da Borborema, em Campina Grande.
Ao mesmo tempo, os jornalistas que sobraram na redação de O Norte não receberam ainda o salário de março. As diretorias dos três jornais da Paraína e Rio Grande do Norte, assim com a própria direção do Diario de Pernambuco, não dão informações sobre por quanto tempo vai perdurar a ilegalidade e sobre as remunerações ou pagamento das horas-extras.
Os jornalistas deslocados estão tanto na edição e redação quanto na produção e reportagem. Os repórteres ajudam os editores no fechamento, redigem e reescrevem releases e apuram e fazem reportagens para fechar os buracos da páginas.
Na próxima segunda-feira, 13 de abril, o SinjoPE estará acionando o seu Departamento Jurídico, no sentido de denunciar e pedir providências às Superintendências de Trabalho e Emprego (SRTE, ex-DRTs) de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. No mesmo sentido, vai acionar o Ministério Público do Trabalho, nos três Estados, para que investigue e corrija os procedimentos adotados pelo Sistema Diarios Associados.
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* Texto distribuído pelo boletim-e do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco, no dia 09/04.

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Na quarta-feira o ex-diretor do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, Dalmo Oliveira, flagrou a reporter Maria Helena Monteiro, com crachá do AQUI PE, trabalhando numa reportagem no Parque Solon de Lucena, durante gravação do Programa Som na Rural, com o cantor Escurinho. "O mais espantoso é que a repórter pernambucana trabalhava em dupla com o diretor do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, repórter-fotográfico Ovídio Carvalho. Ela me disse que estava passando uns dias em João Pessoa para tapar buraco em O Norte", comenta Dalmo. A matéria produzida por Helena está disponível no site do jornal: http://jornal.onorte.com.br/quinta/show/

Terça-feira, 31 de Março de 2009

Comunicadores defendem fraudadores e militares golpistas

Marinho e Jota Júnior: difundindo a ignôminia
     


por Dalmo Oliveira

Essa semana vi/ouvi dois comentários de "jornalistas" consagrados da imprensa paraibana que me deixaram de bobeira. A primeira foi na televisão: o radialista/prefeito Josival Júnior de Sousa (mais conhecido como Jota Júnior), naquele programa do meio dia (Correio Verdade) comentando a prisão da empresária da Daslu, Eliana Tranchesi. Jota estava inconformado porque a Justiça havia dado uma pena tão dura (94 anos!) para uma empresária, uma empreendedora, enquanto a bandidagem que cometia crimes "hediondos" pegava penas menores e muitos sequer estavam presos.

Hoje pela manhã, como sempre faço, vou para o trabalho ouvindo no carro o programa jornalístico da Rádio Correio FM de Campina Grande. Lá pelas tantas entra a vinheta do "comentarista político" Marcos Marinho. Ele puxou um assunto interessante. "Hoje completam-se 45 da revolução", disse, referindo-se ao tenebroso e sanguinário golpe militar perpetrado pelos generais em 1964. Quando alguém chama aquele golpe de "revolução" eu já fico desconfiado. Pois não deu outra: Marinho debulhou um rosário de elogios aos "generais do milagre econômico", dizendo que, sem eles o Brasil jamais encontraria o caminho da ordem e o respeito às hierarquias. O radialista e ex-vereador, disse que até sofreu represálias naquele período, mas que a "DITABRANDA" havia sido necessária para por o país nos trilhos, etc, etc, etc.

Esses dois exemplos mostram claramente a mentalidade reacionária de alguns homens de imprensa da Paraíba. Esses são, ao final das contas, os caras que forma a opinião da nossa juventude. Os responsáveis pela "memória coletiva" da gente paraibana. Um em Campina outro em João Pessoa, usando e abusando dos veículos de comunicação para confundir a opinião pública, desinformando nossas consciências.

É por essas e outras que se faz mais que urgente uma revisão na regulação do jornalismo tupiniquim. Vem em boa hora a proposta de uma conferência de comunicação, onde a sociedade diga, de uma vez por todas, que esse tipo de "jornalismo" não serve à coletividade. Basta de manipulação. O que o prefeito-radialista e o ex-vereador jornalista fazem, no cotidiano de suas práticas comunicacionais, é, nada menos, que um grave crime contra a democracia e a cidadania.

Oposicionistas quase ganham sindicato dos jornalistas em SP

Jornalistas profissionais de São Paulo elegeram no último dia 27/3 a nova diretoria do sindicato da categoria para o triênio 2009/2012, reconduzindo José Augusto (Guto) Camargo à presidência da entidade, que obteve 653 votos. A chapa 2, de oposição, liderada por Pedro Pomar, conseguiu 515 votos, Na eleição, 1.168 jornalistas tiveram seus votos validados. A Chapa 2 recebeu 44% dos votos válidos. A Chapa 1, da situação, recebeu 56%. Apesar da derrota, a Chapa 2 foi a mais votada na capital: somadas as urnas 1 (sede) e 2 a 6 (volantes), recebeu 303 votos, mais do que os 283 votos recebidos pela Chapa 1. "É um resultado histórico, que indica a existência de uma crescente insatisfação dos/as jornalistas com a apatia e o abandono que vitimam nosso Sindicato", disse Pomar.  

A eleição em São Paulo foi marcada por denúncias da oposição de malversação do patrimônio do sindicato por diretores que atuam no interior do estado. Pomar lidera também um grupo de oposição à atual direção da FENAJ. Ele critica principalmente o comprometimento ideológico dos atuais dirigentes sindicais com setores do empresariado da Comunicação, além da timidez com que as entidades defendem os direitos do trabalhadores.

"A disputa em São Paulo mostra que o sindicalismo no campo do jornalismo está se revigorando. Grupos de oposição aos sindicalistas profissionais surgiram em todos os estados brasileiros. Falta agora somente a categoria dar uma chance aos militantes que querem resgatar a combatividade dos nossos sindicatos", avalia Dalmo Oliveira, que liderou uma chapa de oposição à atual diretoria do Sindicato dos Jornalistas na Paraíba, em setembro passado.

Sábado, 28 de Março de 2009

Apoiadores de Marcela se reunem no Clube Cabo Branco

foto: Dalmo Oliveira
Jornalistas se confraternizaram no lançamento da candidatura à API

Numa tarde extremamente calorenta dezenas de pessoas lotaram o salão de festas do mesanino do Esporte Clube Cabo Branco, no bairro de Miramar, para prestigiar o lançamento da candidatuta da jornalista Marcela Sitônio à presidência da API. Foi mais uma oportunidade de confraternização para profissionais da comunicação pessoense e paraibana.

A banda "Os Meninos de Ontem" animou o regabofe à base da brasileiríssima e sucolenta feijoada. Parte do público gosta de ouvir músicas mais modernas, mas todos se divertiram com o flashback musical dos músicos.

Figuras de peso do jornalismo paraibano compareceram ao evento, a  exemplo de Goretti Zenaide, Neuma Figueiredo, Ruth Avelino, Agnaldo Almeida, Nana Garcez, Biu Ramos, Walter Santos, Fabiana Veloso, Rommie Schinneider, João Pinto, Joanildo Mendes, Edmilson Pereira, Gutemberg Cardoso, Jamarri Nogueira, Haceldama Borba, Alex Marcio, Agenilson Santanna, Stanlei Talião, Mano de Carvalho, Ana Felipe, Abelardo Oliveira e Sony Lacerda. A ex-vereadora Paula Frassinete também compareceu ao evento.

Marcela fez uma fala objetiva sobre sua candidatura, destacando o fato de ser a primeira mulher a disputar a direção da entidade.  Enquanto isso, nos bastidores, o assunto mais comentado era a demissão de colegas jornalistas de O Norte, a exemplo de Sivio Osias (na TV) e Nonanto Guedes (no jornal). "Precisamos fazer alguma coisa, uma manifestação de solidariedade etc", defendia o articulista Agnaldo Almeida.

Segundo Haceldama Borba, a próxima mobilização da candidatura de Marcela deverá ser no IV Encontro de Mulheres Jornalistas, no próximo dia 18 de Abril (um sábado). O evento vai acontecer a partir das 15h no restaurante L’Atlantique do Hotel Hardman, em Manaíra.


Demissão em massa nos DA

crise em O Norte se arrasta há décadas!


Pelo menos 70 trabalhadores estão sendo demitidos das empresas vinculadas aos Diários Associados na Paraíba (Jornal e TV O Norte, Diário e TV Borborema e emissoras de rádio do grupo). Há uma semana o conglomerado de comunicação havia anunciado a transferência da gerência executiva para a cidade do Recife, no vizinho Pernambuco. Até o momento o Sindicato dos Jornalistas da Paraíba não se manifestou sobre a demissão em massa entre seus associados jornalistas.