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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Deputado apresenta PL que obriga órgãos públicos do MS a contratar jornalistas diplomados


http://www.fndc.org.br/

Deputado apresenta PL que obriga órgãos públicos do MS a contratar
jornalistas diplomados

18/02/2010 |
Redação
Comunique-se

O deputado estadual Pedro Teruel (PT/MS) apresentou nesta quinta-feira
(18/02) um Projeto de Lei que exige que os poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário do Mato Grosso do Sul contratem apenas profissionais com
graduação específica em jornalismo, para os cargos de jornalista e assessor
de imprensa. Se aprovada, a medida deverá valer tanto para a contratação por
concursos, como para seleções simples.
A apresentação do Projeto de Lei foi uma solicitação do Sindicato dos
Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SINDJOR-MS), contrário a
decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em junho de 2009 derrubou a
exigência de diploma de jornalismo para o exercício da profissão.
"Há uma preocupação do sindicato com relação aos profissionais formados ao
longo dos 20 anos da existência do curso em Mato Grosso do Sul, que podem
ser substituídos por pessoas sem o curso superior, por diversos motivos,
dentre eles a redução de salários e aumento da jornada de trabalh (...) É
importante que o Poder Público Estadual não seja conivente com a
desvalorização da profissão e a precarização das condições de trabalho, além
de estar preocupado com a qualidade da informação divulgada pelos
jornalistas", afirmou o deputado.
Um PL semelhante, dos vereadores Adriano Ventura (PT) e Luzia Ferreira
(PPS), foi aprovado no último mês pela Prefeitura de Belo Horizonte. Desde o
dia 20/01, a prefeitura e a Câmara municipal de BH são obrigadas a contratar
apenas jornalistas diplomados na área para os cargos de assessor de imprensa
e jornalista.

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PL exige que jornalistas do Poder Público do MS sejam diplomados

18/02/2010 |
Eduardo Neco
Portal Imprensa

Um Projeto de Lei (PL) apresentado nesta quinta-feira (18) na Assembleia
Legislativa do Mato Grosso do Sul (MS) pode tornar obrigatório o diploma de
Jornalismo para exercício da profissão em quaisquer instâncias do Poder
Público do estado.
De autoria do deputado Pedro Teruel (PT), o projeto exigirá diploma de
Comunicação Social com habilitação em Jornalismo aos funcionários que
atuarem como jornalistas ou assessores de imprensa.
O PL nasceu de um pedido do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato
Grosso do Sul (SindJor-MS) e, caso seja aprovado, anula no ato a contratação
de profissionais que não apresentarem documentação que comprove graduação
específica em Comunicação Social ou registro como jornalista. Os
funcionários concursados, como não podem ser exonerados, serão realocados em
outras funções.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Teruel explicou que a exigência é válida
apenas para os municípios do MS que tenham cursos de Jornalismo em suas
proximidades.
O deputado declarou que tem consciência de que o PL terá de passar por
reformulações antes de ser sancionado e que espera reações contrárias só de
uma pequena parcela de deputados, mas, principalmente, da iniciativa
privada. "A primeira reação será dos grupos econômicos beneficiados pela
queda do diploma, no caso, os empregadores. Pois, se o projeto passar na
esfera pública, é um meio caminho para se desdobrar para a iniciativa
privada", explicou o deputado.
O presidente do SindJor-MS, Clayton Wander, informou à reportagem que o
pedido da entidade ao deputado Teruel pela criação do projeto surgiu da
aprovação de Lei similar na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. De
autoria dos vereadores Adriano Ventura (PT) e Luzia Ferreira (PPS), o PL
667/09 deu origem à Lei 9.825, de 19 de janeiro de 2010, a qual estabelece a
obrigatoriedade do diploma com o "propósito de garantir a importância da
formação acadêmica e técnica aprendidas em faculdades especializadas". "A
partir dessa lei, nos inspiramos para construir ao do Mato Grosso do Sul",
disse.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sindicato gaúcho obrigado pela Justiça do Trabalho a filiar sem-diplomas


Nota de solidariedade

TRT fere autonomia do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul

Em mais uma investida dos patrões e seus representantes contra a regulamentação da profissão, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) manteve a decisão do juiz Rafael Silva Marques, da 29º vara do trabalho, que obriga o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul admitir em seus quadros sociais membros que não são jornalistas formados.

Ao impor ao Sindicato do Rio Grande do Sul a filiação de pessoas sem graduação em jornalismo, a justiça do trabalho gaúcha fere a autonomia de organização sindical da classe trabalhadora como um todo, abrindo um precedente para a intervenção do judiciário e outras esferas do poder público em sindicatos de todo o país.

A Oposição Sindical dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais se solidar iza com os companheiros do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, e propõe a toda categoria a realização de manifestações em repúdio à intervenção do TRT-RS, em defesa da livre organização sindical e pela dignidade da profissão de jornalista.
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fonte:  http://oposicaosindical.blogspot.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tese de professor da UEPB é indicada ao Prêmio Tese Capes


POR SANDRA RAQUEW



             O professor do Departamento de Comunicação Social da UEPB, Carlos Azevedo teve sua tese de doutorado indicada para concorrer ao Premio Tese Capes 2009, que será entregue em junho deste ano.
            Prêmio Capes de Tese e o Grande Prêmio Capes de Tese foram instituídos no ano de 2005, com o objetivo de outorgar distinção às melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo MEC, considerando os quesitos originalidade e qualidade. O Prêmio Capes de Tese é outorgado para a melhor tese selecionada em cada uma das áreas do conhecimento que tem um coordenador de área nomeado pela CAPES. O Prêmio consistirá em certificado, medalha e bolsa de pós-doutorado nacional de um ano, para o autor da tese; auxílio equivalente a uma participação em congresso nacional, para o orientador, ou igual soma de recursos aplicável no custeio de projeto aprovado pela CAPES.
Defendida em junho de 2008 junto ao Programa de Pós-graduação em Letras da Unesp/Asis, a tese “Hibridismo e ruptura de gêneros em João Antônio” foi orientada pelo Prof. Dr. Antônio Roberto Esteves. Na banca do trabalho, participaram também os professores doutores Tânia Macêdo (USP), Orna Levin (Unicamp), Ana Maria Domingues (Unesp/Assis) e Marcelo Bulhões (Unesp/Bauru).
Segundo o professor, a tese parte da relação entre jornalismo e literatura na obra do escritor paulista João Antônio (1937-1996) o estudo montou um caleidoscópio da produção do autor para jornais e revistas nacionais, enfocando contextos e tramas da sua escritura, a partir do conceito de hibridização .
Para Carlos Azevedo, a tese tenta explicar um processo de criação que gera uma obra híbrida que desliza em vários sentidos e, por sua vez, agrega elementos conflitantes. “A pluralidade de escritos dispersos em livros, jornais e revistas comorizomas que se estendem/comprimem em movimentos de multiplicidade. Assim a obra do escritor João Antônio comporta vários rizomas que dialogam, convergem e divergem em linhas de fuga. Seguindo os movimentos das obras, apresenta-se a partir de elementos textuais escolhidos no corpus como se estabelecem, na prática, tais estratégias de hibridação e ruptura de gêneros. Por fim, situa-se o autor e seus rizomas no amplo movimento a partir da experiência de ruptura de fronteiras, característica da modernidade e de seus desdobramentos. Assim, o nomadismo é uma estratégia de sobrevivência e de contestação seja ela textual ou pessoal”, afirma o docente.

Grupo de Pesquisa em Jornalismo e Literatura
Carlos Azevedo é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Logo após a formatura passou a integrar os quadros de O Norte, órgão dos Diários Associados. No jornal, especializou-se em jornalismo cultural, recebendo inclusive alguns prêmios. Trabalhou também no Correio da Paraíba como repórter, editor-adjunto de Cidades e Editor do Caderno 2. Com orientação do professor Dr. Andrea Ciacchi, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) concluiu o Mestrado em Letras, na área de concentração Literatura e Vida Social, com o trabalho “João Antônio, repórter de Realidade”, no qual analisa as reportagens do escritor na prestigiada revista da Abril, publicadas na década de 60. O trabalho foi transposto para livro, publicado em 2002 pela Editora Idéia.
Concluiu o Doutorado em Letras na Unesp/Assis em 24 de junho de 2008 com a tese “Hibridismo e ruptura de gêneros em João Antônio”, orientado pelo professor Dr. Antônio R. Esteves e pesquisando no Acervo João Antônio. Junto com outros estudiosos do Brasil integrou a coletânea “Papéis de Escritor- leituras de João Antônio”, publicado no mesmo ano da defesa do doutorado, através do selo Edições Unesp/Assis,financiado pela Capes.
Desde 2000 é professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), ministrando disciplinas na área de Jornalismo. Na mesma instituição, em 2008, criou junto ao CNPq o Grupo de Pesquisa em Jornalismo e Literatura (GPJL) que congrega professores e estudantes dos cursos de Letras e jornalismo da UEPB, UFPB e UFCG. Desenvolve pesquisas sobre a história das relações entre jornalismo e literatura no Brasil, sobre New Journalism e GonzoJornalismo. Preocupa-se também com a literatura local/regional, em especial os cronistas paraibanos, orientando vários Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC´s) sobre a obra de escritores-jornalistas como Gonzaga Rodrigues, Luiz Augusto Crispim,Edilberto Coutinho entre outros.