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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Oposição impedida de verificar contas

Novos Rumos é impedida de analisar documentos contábeis

A Junta Governativa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba, em total afronta à magistratura paraibana, não acatou, nesta segunda-feira (10), liminar expedida pelo juiz José Herbert Luna Lisboa, da 4ª Vara Civil da Capital e impediu que membros da chapa de oposição “Novos Rumos” tivessem acesso a documentos inerente à contabilidade e finanças da entidade.

O ex-presidente do sindicato, Land Seixas de Carvalho, um dos nove nomes da Junta Governativa, foi notificado pelo oficial de justiça Evaldo Dionísio da Silva por volta das 15h30, da decisão do juiz José Herbert Lisboa, porém, ignorou o teor da liminar que determinava “o livre acesso dos autores na dependência do Sindicato, bem como a qualquer documentação inerente à contabilidade e finanças da aludida entidade, até ulterior deliberação judicial”.

Membros da chapa de oposição Novos Rumos estiveram no sindicato acompanhado do contador profissional Rilton Jones Luis da Silva, na tentativa de fazer uma análise preliminar nos documentos, porém, a Junta Governativa ignorou a decisão judicial, alegando que “a liminar não tinha qualquer valor jurídico”. O desrespeito à ordem judicial já foi comunicado à Justiça.

A falta de transparência, o impedimento à parte interna do sindicato aos jornalistas que integram a chapa de oposição sindical, bem como a recusa no recebimento de ofícios da Novos Rumos, foram alguns dos motivos que levaram o grupo da oposição ir às vias judiciais, no sentido de que ocorrer a igualdade de direitos.

Na próxima quinta-feira, 13, O Tribunal Regional do Trabalho, da 13ª Região, vai se posicionar sobre o conflito no sindicato dos jornalistas. A audiência começa pontualmente às 9h10. Os membros da oposição esperam que os jornalistas empenhados na mudança da direção sindical compareçam à audiência. “Temos argumentos e testemunhas de todas as denúncias até agora apresentadas”, dizem os líderes do movimento.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Líder sindical do MT recebe solidariedade dos jornalistas

foto extraída do blog http://guerrilheirosvirtuais.blogspot.com





















Keka Werneck é presidente 
do Sindicato dos Jornalistas 
do Mato Grosso


Em defesa dos jornalistas Keka Werneck, Enock Cavalcanti e Fábio Pannunzio 

O Movimento LutaFenaj!, que congrega jornalistas de diversos pontos do país, vem a público manifestar sua integral solidariedade com a jornalista Ana Angélica de Araújo Werneck, mais conhecida como Keka Werneck (foto), presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, que se tornou ré em ação protocolada pelo deputado estadual José Geraldo Riva (PP-MT) na 10a Vara Criminal de Cuiabá.

O todo-poderoso Riva, que é presidente da Assembléia Legislativa de MT pela quarta vez consecutiva, não gostou do artigo “Os últimos coronéis”, publicado por Keka Werneck no blog do também jornalista Enock Cavalcanti. E não gostou porque, nesse artigo, a jornalista tece críticas à imprensa de Cuiabá, que deixou de divulgar sentença que condenou o parlamentar, em primeira instância, por improbidade administrativa.

Além de Keka Werneck, o Movimento LutaFenaj! expressa seu irrestrito apoio aos jornalistas Enock Cavalcanti e Fábio Pannunzio, os quais estão sendo igualmente processados por Riva, que pede longas penas de prisão para todos. O único “crime” cometido por esses colegas foi o de informar à população os desmandos e ilícitos cometidos pelo parlamentar e que são objeto de investigações do Ministério Público e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O Movimento LutaFenaj! espera que a justiça aja com responsabilidade no processo  47/2010, absolvendo os réus indevidamente processados por Riva. Eles limitaram-se a cumprir seu dever de jornalistas profissionais e por isso merecem nossos aplausos e nossa solidariedade incondicional.

Movimento LutaFenaj!
10/4/2010



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Nota de Solidariedade
A Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ - solidariza-se com a Presidenta do Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso, Ana Angélica de Araújo Werneck, ameaçada por uma queixa-crime protocolada na 10ª Vara Criminal de Cuiabá pelo deputado estadual José Geraldo Riva (PP).

O deputado questiona artigo escrito pela jornalista e publicado no blog "Página do E", de autoria de Enock Cavalcanti. No texto, veiculado em outubro de 2009, a Presidenta do Sindicato critica a omissão da imprensa local na divulgação de notícia sobre condenação do parlamentar em um processo de improbidade administrativa.

Alvo de 92 ações por improbidade administrativa e 17 ações criminais, Riva mantém ao menos quatro representações criminais contra jornalistas. Os blogueiros Enock Cavalcanti, Adriana Vandoni e o repórter da Band Fábio Pannunzio são citados em processos do deputado. Nas ações, Riva alega ter sido ofendido por textos publicados na internet.

Para Adriana Vandoni e Enock Cavalcanti, proibidos judicialmente de comentar as ações de improbidade, o deputado sugere penas de seis meses e de 11 anos de prisão, respectivamente. Já no caso do jornalista Pannunzio, repórter da Band, o deputado pede reclusão de 15 anos em regime fechado.

A FENAJ defende o direito de cidadãos e instituições buscarem, na Justiça, reparação a eventuais danos morais ou patrimoniais causados por ação de jornalistas ou empresas de comunicação. No entanto, as representações criminais apresentadas pelo parlamentar mato-grossense configuram uma clara tentativa de intimidar a imprensa e impedir o livre acesso da população a informações de interesse público.

Brasília, 12 de abril de 2010.

Diretoria da FENAJ 


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Censura, autocensura e dependência econômica na imprensa da Paraíba








Por Dalmo Oliveira



O episódio recente envolvendo agentes do Governo da Paraíba, proprietários da TV Master e jornalistas que cobrem a área de Política na capital do estado escancara mais uma vez a relação nefasta que articula esses segmentos sociais. Um fenômeno que se arrasta desde a consolidação da imprensa industrial, no início do século passado, quando Assis Chateaubriand fundou as bases do seu império midiático com a criação dos Diários Associados.

O que ocorreu nos bastidores do programa Conexão Master, sob o comando do jornalista Luis Torres, reflete a lógica mercadológica de Chatô às avessas, onde o patrocinador tem total controle sobre as fontes e conteúdos do produto jornalístico veiculado em determinado órgão de imprensa.

O modelo de empresa jornalística criado por Chatô teve como base estruturante aquilo que poderíamos chamar de chantagem simbólica, em que o empresariado (e governos de plantão) eram pressionados a oferecer verbas publicitárias para evitar campanhas denuncistas, escândalos midiáticos e até calúnias travestidas de “artigos jornalísticos”.

Bia Barbosa, uma jovem estudiosa desse tipo de fenômeno midiático escreveu recentemente:

Ao contrário do que afirma a grande imprensa, as ameaças à liberdade de expressão no país não vêm das iniciativas de regulação da mídia. No Brasil, é o sistema de concessões e renovação de outorgas de rádio e TV um dos principais mecanismos de concentração da propriedade da mídia e ausência da pluralidade de vozes nos meios de comunicação. Por outro lado, as verbas governamentais para publicidade se transformaram numa nova maneira de influenciar a cobertura dos veículos impressos.



Nesse sentido, dizer que o programa de Torres foi “censurado” pela Secretaria de Comunicação Institucional do Governo do Estado é um tanto quanto fantasioso, uma vez que os contratos publicitários entre o Governo da Paraíba e TV Master, do multimídia Alex Filho, são também um acordo tácito de autocensura para evitar que esse veículo de comunicação promova constrangimentos públicos ao financiante.

Em tempos de institucionalização exacerbada da mídia, os atos explícitos de censura à imprensa, como ocorria durante a ditadura militar, se transformaram em autocensura complacente dos próprios meios e profissionais de comunicação. Foi-se o tempo do jornalismo como “cão de guarda” da sociedade. Hoje o que temos é, no máximo, um jornalismo cão de companhia que só reclama de censura quando algum outro interesse corporativo está em jogo.

Na Paraíba a situação se torna mais séria por causa da dependência quase exclusiva dos meios de comunicação da verba publicitária que vem dos cofres públicos, especialmente aquela oriunda da rubrica da Secretaria de Comunicação Institucional, hoje comandada pela jornalista Lena Guimarães.

O mesmo ocorre na relação da mídia com as principais prefeituras do estado. Em João Pessoa, por exemplo, a Secom foi composta por jornalistas oriundos das principais redações, o que garante à atual administração um controle quase absoluto dos conteúdos a serem veiculados relacionados à prefeitura da capital.

Com as mudanças de governo as verbas publicitárias migram do Sistema Paraíba para o Sistema Correio e vice-versa, dependendo de como esses conglomerados se relacionam com os governantes de plantão. Todos sabem, por exemplo, que com a queda de Cássio Cunha Lima, o Sistema Paraíba sofreu uma redução drástica das verbas oriundas do Estado. A alternativa foi anexar sua linha editorial aos ditames da administração socialista da PMJP. E o noticiário se tornou mais ácido e mais crítico às coisas do Governo Maranhão III.

À margem dessas negociatas, o Sistema Associados consegue ir sobrevivendo numa difícil corda bamba entre a independência editorial e o assédio publicístico das forças políticas paraibanas que se revezam no poder. O mesmo ocorre com empreendimentos menores da comunicação tabajara, que sobrevivem das migalhas do aliciamento midiático institucionalizado.

Por isso havia nas odes das oligarquias políticas e empresariais do país tanto medo em relação aos resultados práticos da primeira Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), ocorrida em dezembro passado na capital federal. Entre tantas propostas e deliberações aprovadas, as mais contundentes tentam por fim ao tráfico de favores entre empresas de comunicação e agentes políticos.

Uma primeira providência seria a criação dos Conselhos de Comunicação, em âmbito municipal, estadual e federal. São os conselhos que vão regular a distribuição da verba publicitária dos poderes executivos junto às empresas de comunicação. Se forem compostos de forma democrática, com efetiva participação cidadã, os conselhos poderão inibir as práticas de favorecimento para grupo A ou grupo B.

Além disso, novos critérios poderão ser adotados para que empresas disputem o bolo publicitário dos governos. Um deles é que elas estejam OK com o recolhimento do FGTS de seus trabalhadores. Ou que seus conteúdos não atentem contra os direitos humanos nem contra a cidadania.

Outra deliberação importante da CONFECOM foi a que prevê destinação de parte dessa publicidade para veículos comunitários e da comunicação alternativa.

ÉTICA E LIBERDADE DE IMPRENSA

A censura sofrida pela equipe da TV Master tem ainda outros componentes para além da questão da dependência econômica que impõe determinadas mordaças simbólicas aos jornalistas paraibanos. Há uma questão subjacente nesse episódio, diretamente ligado ao exercício da ética profissional e à liberdade de imprensa.

Ao convidar opositores para sabatinar membros do governo atual, Torres e sua produção talvez estivessem armando uma arapuca midiática para seu entrevistado naquele dia, o deputado federal Manoel Júnior (PMDB). Por outro lado, faz parte do jogo democrático o livre debate de idéias, que sem isso não há desenvolvimento social.

Torres pode ter pecado por querer forçar uma barra de colocar num mesmo ambiente “gatos e ratos” do atual cenário político paraibano, mas foi coerente o suficiente em manter seu posicionamento de promotor do debate livre e republicano. Evidentemente, não é fácil, numa Paraíba retrograda como a nossa, favorecer ocasiões contra o vício do “pensamento único”.



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Dalmo Oliveira é jornalista, graduado pela UFPB e mestre em Comunicação pela UFPE.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

BAIANOS DISCUTEM CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO NO DIA DOS JORNALISTAS

 foto: Ana Alakija














Paula, Eduardo e Dalmo: Diálogo sobre mídia e racismo

Por Dalmo Oliveira

De passagem por Salvador, para tratamento médico, pude participar nesta quarta-feira, dia 7, de alguns eventos comemorativos ao Dia dos Jornalistas. No período da tarde, fui um dos convidados da Agência Afro-Latina-Euro-Americana de Informação (ALAI), para o Cine-fórum, com exibição e debates de filmes sobre mídia e intolerância, aberto à comunidade. A roda de diálogos ocorreu na Casa da Nigéria, no coração do Pelourinho.

Durante cerca de duas horas discutimos a temática na agradável companhia do sociólogo Dudah Oliveira, roteirista e argumentista do curta “É prá Pira-já”, que retrata uma situação inusitada em que assaltantes de um coletivo decidem poupar os passageiros negros. Oliveira trabalhou por dez anos no Ibase e atualmente desenvolve um projeto para produção de um filme tendo o cangaço como temática. “Se você botar um PM e um porteiro de prédios da zona sul do Rio de Janeiro para distinguir quem é preto e quem não é, não terá erro”, diz o sociólogo, ao afirmar que algumas categorias de trabalhadores funcionam como “operadores do racismo” no Brasil.

Para Ana Alakija, coordenadora da ALAI e membro da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Cojira-BA), que organiza o Cine-fórum, é urgente uma ação de educação para a mídia, visando municiar jornalistas e cidadãos para o trato da questão étnico-racial nos meios de comunicação.

SINJORBA

Do Pelourinho seguimos para o Hotel Pestana, no Rio Vermelho, onde o Sinjorba promoveria o debate “A Comunicação pós 1ª Confecom”, com a presença do presidente da FENAJ, Sérgio Murillo, e do chefe da Assessoria Geral de Comunicação do Estado (Agecom), Robinson Almeida.

O evento foi aberto pela presidente do Sinjorba, Kardelícia Mourão, que fez uma fala de despedida ao assegurar que não pretende mais estar à frente da entidade depois que terminar seu mandato em julho próximo. Kardé, como é mais conhecida, fez uma fala emocionada sobre a recente desregulamentação da profissão e afirmou que o Sinjorba não vai sindicalizar ninguém por decreto que não possua o diploma superior de jornalismo expedido pelo MEC.

Ela passou a palavra para Robinson Almeida da Agecom, que fez uma longa fala sobre questões pontuais da relação institucional do Governo da Bahia com os profissionais de imprensa e comunicadores de uma maneira geral. Ele ressaltou a importância da realização da CONFECOM dando destaque ao fato de que o governo baiano realizou a primeira conferência estadual brasileira ainda em 2008. Para Almeida, só um governo com as características populares com o da Bahia teria vontade política de realizar tal evento, dando um exemplo para o restante do país.

Para o executivo da comunicação institucional da Bahia, os movimentos sociais devem aproveitar o ano eleitoral para cobrar dos candidatos compromisso na implementação das deliberações da 1º CONFECOM. Almeida ainda falou sobre o avanço dos blogueiros no interior do estado e da importância das mídias regionais para manutenção das identidades culturais locais. Ele também acha que esse ano vai crescer a influência no eleitoral de uma chamada “militância virtual”, a exemplo do que ocorreu com a eleição do presidente Barack Obama nos EUA.

FENAJ

O presidente da Fenaj, Sergio Murillo, foi o próximo orador da noite. Ele anunciou, inicialmente, que a Câmara de Vereadores de Natal (RN) aprovara, naquele dia, projeto de lei que exige diploma para contratação de jornalista no serviço público da capital potiguar, através de concurso público. Murillo também falou sobre o protesto que vai ocorrer no próximo dia 23, quando haverá uma mobilização dos sindicatos comemorando a saída de Gilmar Mendes da presidência do STF. "Já vai tarde!" é o nome do protesto que os sindicatos dos jornalistas farão por todo o país. "Preparem o caxãozinho dele aqui em Salvador", sugeriu o dirigente sindical.

Murilo foi o convidado de honra ontem em Salvador nas comemorações do Dia do Jornalista. Ele anunciou que não vai concorrer ao 3º mandato. Sobre a Conferência de Comunicação, o presidente da Fenaj criticou alguns setores dos movimentos sociais que, segundo ele, queriam transformar a Confecom numa espécie de Fórum Social Mundial, sem a presença do empresariado do setor.
Sergio assegurou que os jornalistas foram pioneiros em defender uma conferência nacional para discutir a comunicação e que a categoria compôs a maior bancada de delegados durante a realização do evento em Brasília. Para Murillo existem agora três frentes de ação para fazer com que as deliberações da CONFECOM saiam do papel. A primeira frente é a da luta pela regulação de algumas deliberações, que podem ser feitas imediatamente pelos poderes executivos.

Segundo o presidente da Fenaj, o Conselho Nacional de Comunicação pode começar a funcionar ainda nesse primeiro semestre, sendo composto, basicamente, pelos mesmos membros da comissão organizadora da CONFECOM. Alguns nomes deste mesmo grupo também estão sendo indicados para compor o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele também acha que a Secretaria de Radiodifusão Comunitária deveria ser criada urgentemente por decreto presidencial, dentro da estrutura do Ministérios das Comunicações.

A segunda frente de ações, deve ser a luta pela regulamentação, via casas legislativas, das deliberações que precisariam ser transformadas em leis específicas, como um novo marco regulatório para a comunicação eletrônica (internet etc). Uma terceira frente diz respeito à manutenção da sociedade civil em torno das demandas da CONFECOM. Murillo disse que o FNDC já iniciou negociações com o governo federal no sentido de promover ainda em 2010 um encontro nacional de representantes do movimentos sociais. O fórum também deve apoiar a realização de um seminário internacional de legislação comparada na área de regulação do setor de comunicação. “É preciso mostrar, principalmente aos empresários do setor, que em países como França, Espanha, Canadá, Argentina e até Estados Unidos existem marcos regulatórios até para controle social dos conteúdos nos meios de comunicação”, disse o dirigente da Fenaj.

Com baixíssima participação da categoria, os eventos em comemoração pelo Dia do Jornalista na Bahia mostraram o impacto do desgaste que a desregulamentação da profissão causou na autoestima destes profissionais. Os eventos promovidos pelo Sinjorba também mostraram a dependência institucional da entidade ao poder público local, com as mesas sendo compostas apenas por autoridades patrocinadoras, sem abertura de representação para os movimentos sociais que gravitam em torno da causa dos jornalistas, como as Cojiras, o movimento de comunicadores comunitários etc.
A extrema institucionalização das comemorações tornou os debates acépticos a qualquer ponto de vista divergente da concepção discursiva adotada pela atual diretoria do Sinjorba e da Fenaj. Com isso o debate se tornou monológico, refletindo o pensamento único das correntes político-ideológicas que monopolizam as gestões das entidades promotoras.

Percebe-se uma espécie de autismo autoritário e autofágico das lideranças sindicais, que na Bahia monopolizam a gestão do Sinjorba há quase 20 anos. Com a proximidade do período eleitoral parlamentar, do poder executivo e também nas entidades sindicais dos jornalistas e na própria Fenaj, eventos como esse mostram a fragilidade de um modelo que ignora as diversidades que compõem os movimentos sindical e social, na Bahia e no Brasil.

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Dalmo Oliveira é jornalista e editor nacional e saúde da alaionline

quinta-feira, 25 de março de 2010

Liberalino é reeleito com 98,2% de aprovação da categoria

por Neudja Farias Henriques

Assessora de Comunicação da Fetag-PB
(83) 3241 1192/8866 2402

foto: fetagpb.org.br








Com 98,2% dos votos válidos, o atual presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB), Liberalino Ferreira de Lucena foi reconduzido ao cargo, em eleições realizadas na última quarta-feira (24). A chapa única representada por Liberalino recebeu 466 votos dos 473 delegados e delegadas que participaram do pleito. No resultado final ainda fora computados 2 votos nulos e 5 em branco. O número de delegados e delegadas aptos a votarem era de 553. A solenidade de posse da nova diretoria e conselho fiscal eleitos para o quadriênio 2010-1014 está marcada para o dia 7 de maio, às 10h, na sede da Fetag em João Pessoa.

Também fazem parte da nova diretoria executiva eleita: João Bosco de Oliveira, como 1º vice-presidente; Antônio Venâncio de Negreiros (2º vice-presidente); Antonio de Freitas Araújo (secretário geral); Francisca Marques Coelho (1ª secretária); Maria de Lourdes dos Santos de Araújo (2ª secretária); José Antônio Pereira (tesoureiro geral); Gerlândia Vieira de Morais (1ª tesoureira); e Maria José Enéas da Silva (2ª tesoureira).

Breve currículo - Em 2010, Liberalino Ferreira de Lucena está completando 23 anos como presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB), cargo que honra, com o respeito e o respaldo da categoria a qual representa. Profundo conhecedor das questões relacionadas à agricultura paraibana, e sobretudo das dificuldades enfrentadas pelos homens e mulheres do campo, Liberalino nasceu em Patos. Filho do casal de agricultores Angelino José e Santina Ferreira de Lucena, iniciou no movimento sindical em 1971, liderando 53 famílias que viviam da produção de hortifrutigranjeiros no açude Público do município de Jatobá. Sócio fundador do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Patos, se destacou como um líder na região, acumulando também a função de delegado Fetag, para coordenar o movimento sindical no sertão. Em 1987, fazendo oposição a Álvaro Diniz, que há 15 anos comandava a entidade, foi eleito, se tornando o primeiro sertanejo a assumir a presidência da Fetag. É casado com Maria José da Costa Lucena com quem teve cinco filhos: Jordânia da Costa Lucena (in memorian), Jordivan da Costa Lucena, Jordelma da Costa Lucena, Geane da Costa Lucena e Joelma da Costa Lucena

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Deputado apresenta PL que obriga órgãos públicos do MS a contratar jornalistas diplomados


http://www.fndc.org.br/

Deputado apresenta PL que obriga órgãos públicos do MS a contratar
jornalistas diplomados

18/02/2010 |
Redação
Comunique-se

O deputado estadual Pedro Teruel (PT/MS) apresentou nesta quinta-feira
(18/02) um Projeto de Lei que exige que os poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário do Mato Grosso do Sul contratem apenas profissionais com
graduação específica em jornalismo, para os cargos de jornalista e assessor
de imprensa. Se aprovada, a medida deverá valer tanto para a contratação por
concursos, como para seleções simples.
A apresentação do Projeto de Lei foi uma solicitação do Sindicato dos
Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SINDJOR-MS), contrário a
decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em junho de 2009 derrubou a
exigência de diploma de jornalismo para o exercício da profissão.
"Há uma preocupação do sindicato com relação aos profissionais formados ao
longo dos 20 anos da existência do curso em Mato Grosso do Sul, que podem
ser substituídos por pessoas sem o curso superior, por diversos motivos,
dentre eles a redução de salários e aumento da jornada de trabalh (...) É
importante que o Poder Público Estadual não seja conivente com a
desvalorização da profissão e a precarização das condições de trabalho, além
de estar preocupado com a qualidade da informação divulgada pelos
jornalistas", afirmou o deputado.
Um PL semelhante, dos vereadores Adriano Ventura (PT) e Luzia Ferreira
(PPS), foi aprovado no último mês pela Prefeitura de Belo Horizonte. Desde o
dia 20/01, a prefeitura e a Câmara municipal de BH são obrigadas a contratar
apenas jornalistas diplomados na área para os cargos de assessor de imprensa
e jornalista.

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PL exige que jornalistas do Poder Público do MS sejam diplomados

18/02/2010 |
Eduardo Neco
Portal Imprensa

Um Projeto de Lei (PL) apresentado nesta quinta-feira (18) na Assembleia
Legislativa do Mato Grosso do Sul (MS) pode tornar obrigatório o diploma de
Jornalismo para exercício da profissão em quaisquer instâncias do Poder
Público do estado.
De autoria do deputado Pedro Teruel (PT), o projeto exigirá diploma de
Comunicação Social com habilitação em Jornalismo aos funcionários que
atuarem como jornalistas ou assessores de imprensa.
O PL nasceu de um pedido do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato
Grosso do Sul (SindJor-MS) e, caso seja aprovado, anula no ato a contratação
de profissionais que não apresentarem documentação que comprove graduação
específica em Comunicação Social ou registro como jornalista. Os
funcionários concursados, como não podem ser exonerados, serão realocados em
outras funções.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Teruel explicou que a exigência é válida
apenas para os municípios do MS que tenham cursos de Jornalismo em suas
proximidades.
O deputado declarou que tem consciência de que o PL terá de passar por
reformulações antes de ser sancionado e que espera reações contrárias só de
uma pequena parcela de deputados, mas, principalmente, da iniciativa
privada. "A primeira reação será dos grupos econômicos beneficiados pela
queda do diploma, no caso, os empregadores. Pois, se o projeto passar na
esfera pública, é um meio caminho para se desdobrar para a iniciativa
privada", explicou o deputado.
O presidente do SindJor-MS, Clayton Wander, informou à reportagem que o
pedido da entidade ao deputado Teruel pela criação do projeto surgiu da
aprovação de Lei similar na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. De
autoria dos vereadores Adriano Ventura (PT) e Luzia Ferreira (PPS), o PL
667/09 deu origem à Lei 9.825, de 19 de janeiro de 2010, a qual estabelece a
obrigatoriedade do diploma com o "propósito de garantir a importância da
formação acadêmica e técnica aprendidas em faculdades especializadas". "A
partir dessa lei, nos inspiramos para construir ao do Mato Grosso do Sul",
disse.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sindicato gaúcho obrigado pela Justiça do Trabalho a filiar sem-diplomas


Nota de solidariedade

TRT fere autonomia do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul

Em mais uma investida dos patrões e seus representantes contra a regulamentação da profissão, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) manteve a decisão do juiz Rafael Silva Marques, da 29º vara do trabalho, que obriga o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul admitir em seus quadros sociais membros que não são jornalistas formados.

Ao impor ao Sindicato do Rio Grande do Sul a filiação de pessoas sem graduação em jornalismo, a justiça do trabalho gaúcha fere a autonomia de organização sindical da classe trabalhadora como um todo, abrindo um precedente para a intervenção do judiciário e outras esferas do poder público em sindicatos de todo o país.

A Oposição Sindical dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais se solidar iza com os companheiros do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, e propõe a toda categoria a realização de manifestações em repúdio à intervenção do TRT-RS, em defesa da livre organização sindical e pela dignidade da profissão de jornalista.
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fonte:  http://oposicaosindical.blogspot.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tese de professor da UEPB é indicada ao Prêmio Tese Capes


POR SANDRA RAQUEW



             O professor do Departamento de Comunicação Social da UEPB, Carlos Azevedo teve sua tese de doutorado indicada para concorrer ao Premio Tese Capes 2009, que será entregue em junho deste ano.
            Prêmio Capes de Tese e o Grande Prêmio Capes de Tese foram instituídos no ano de 2005, com o objetivo de outorgar distinção às melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo MEC, considerando os quesitos originalidade e qualidade. O Prêmio Capes de Tese é outorgado para a melhor tese selecionada em cada uma das áreas do conhecimento que tem um coordenador de área nomeado pela CAPES. O Prêmio consistirá em certificado, medalha e bolsa de pós-doutorado nacional de um ano, para o autor da tese; auxílio equivalente a uma participação em congresso nacional, para o orientador, ou igual soma de recursos aplicável no custeio de projeto aprovado pela CAPES.
Defendida em junho de 2008 junto ao Programa de Pós-graduação em Letras da Unesp/Asis, a tese “Hibridismo e ruptura de gêneros em João Antônio” foi orientada pelo Prof. Dr. Antônio Roberto Esteves. Na banca do trabalho, participaram também os professores doutores Tânia Macêdo (USP), Orna Levin (Unicamp), Ana Maria Domingues (Unesp/Assis) e Marcelo Bulhões (Unesp/Bauru).
Segundo o professor, a tese parte da relação entre jornalismo e literatura na obra do escritor paulista João Antônio (1937-1996) o estudo montou um caleidoscópio da produção do autor para jornais e revistas nacionais, enfocando contextos e tramas da sua escritura, a partir do conceito de hibridização .
Para Carlos Azevedo, a tese tenta explicar um processo de criação que gera uma obra híbrida que desliza em vários sentidos e, por sua vez, agrega elementos conflitantes. “A pluralidade de escritos dispersos em livros, jornais e revistas comorizomas que se estendem/comprimem em movimentos de multiplicidade. Assim a obra do escritor João Antônio comporta vários rizomas que dialogam, convergem e divergem em linhas de fuga. Seguindo os movimentos das obras, apresenta-se a partir de elementos textuais escolhidos no corpus como se estabelecem, na prática, tais estratégias de hibridação e ruptura de gêneros. Por fim, situa-se o autor e seus rizomas no amplo movimento a partir da experiência de ruptura de fronteiras, característica da modernidade e de seus desdobramentos. Assim, o nomadismo é uma estratégia de sobrevivência e de contestação seja ela textual ou pessoal”, afirma o docente.

Grupo de Pesquisa em Jornalismo e Literatura
Carlos Azevedo é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Logo após a formatura passou a integrar os quadros de O Norte, órgão dos Diários Associados. No jornal, especializou-se em jornalismo cultural, recebendo inclusive alguns prêmios. Trabalhou também no Correio da Paraíba como repórter, editor-adjunto de Cidades e Editor do Caderno 2. Com orientação do professor Dr. Andrea Ciacchi, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) concluiu o Mestrado em Letras, na área de concentração Literatura e Vida Social, com o trabalho “João Antônio, repórter de Realidade”, no qual analisa as reportagens do escritor na prestigiada revista da Abril, publicadas na década de 60. O trabalho foi transposto para livro, publicado em 2002 pela Editora Idéia.
Concluiu o Doutorado em Letras na Unesp/Assis em 24 de junho de 2008 com a tese “Hibridismo e ruptura de gêneros em João Antônio”, orientado pelo professor Dr. Antônio R. Esteves e pesquisando no Acervo João Antônio. Junto com outros estudiosos do Brasil integrou a coletânea “Papéis de Escritor- leituras de João Antônio”, publicado no mesmo ano da defesa do doutorado, através do selo Edições Unesp/Assis,financiado pela Capes.
Desde 2000 é professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), ministrando disciplinas na área de Jornalismo. Na mesma instituição, em 2008, criou junto ao CNPq o Grupo de Pesquisa em Jornalismo e Literatura (GPJL) que congrega professores e estudantes dos cursos de Letras e jornalismo da UEPB, UFPB e UFCG. Desenvolve pesquisas sobre a história das relações entre jornalismo e literatura no Brasil, sobre New Journalism e GonzoJornalismo. Preocupa-se também com a literatura local/regional, em especial os cronistas paraibanos, orientando vários Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC´s) sobre a obra de escritores-jornalistas como Gonzaga Rodrigues, Luiz Augusto Crispim,Edilberto Coutinho entre outros.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Nova carteira de identidade de Jornalista será em plástico


Por Chico Sant'Anna


A partir do dia 18/1, deve ser cessada a interrupção de emissão de carteiras de identidades de jornalistas. A interrupção tinha ocorrido pois as novas carteiras não serão mais em papel moeda e sim no formato de um cartão magnético. O modelo é semelhante ao utilizado pela OAB.

Além do formato, muda também a forma de emissão. Os sindicatos não mais emitirão as identidades. Serão apenas intermediários da Fenaj. Toda a emissão será centralizada em Brasília e por isso, a entrega do documento levará, em média, 20 dias.
Para a solicitação da carteira o jornalista (sindicalizado ou não - pela lei todo jornalista profissional tem direito ao documento), o profissional deverá se dirigir à sede do Sindicato com os seguintes documentos:

  • registro profissional,
  • carteira de trabalho,
  • CPF,
  • carteira de identidade,
  • informar o tipo sanguíneo,
  • apresentar duas fotos 3x4.
Na sede do sindicato o jornalista deixará previamente a sua impressão digital e preencher um formulário padrão e igual para todo o país. É a chamada coleta dos dados biométricos. Estes dados comporão um cadastro nacional dos jornalistas. Atualmente, tal cadastro é regionalizado, sindicato a sindicato, e a federação n]ao possui um condensado nacional.
Não foi possível apurar o custo para o jornalista da nova identidade. Atualmente, os sindicatos têm políticas individualizadas quanto aos valores quebrados. Não estáclaro se a nova carteira, o cartão do jornalista, terápreço igual para todo o Brasil.
Há um indicativo de que os valores cobrados sejam:
  • Jornalista sindicalizado em dia: R$ 75,00;
  • Jornalista sindicalizado inadimplente: R$ 150,00;
  • Não sindicalizado: R$ 300,00.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

JAKOBSKIND E O FLAGRANTE


Bóris Casoy, um serviçal do poder econômico é pego em flagrante delito

por Mario Augusto Jakobskind

Qual a moral que tem o senhor Bóris Casoy depois de ser defenestrado em pleno noticiário? Casoy, um antigo militante do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) saiu-se com a seguinte jóia do pensamento elitista ao ver e ouvir mensagem de dois garis desejando feliz ano novo aos telespectadores: "Que merda... Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros! O mais baixo da escala do trabalho". E ao fundo alguém gritou para avisar que o áudio estava no ar, interrompendo a reflexão de Casoy: "deu pau, deu pau", ou seja, o áudio estava aberto, ou a merda estava feita.

No dia seguinte, o próprio Casoy pedia desculpas verbais pelo que tinha dito. De que adianta pedir desculpas e tudo ficar por isso mesmo? É o mesmo que o âncora tinha feito desmentindo sua participação no CCC nos anos 60. Desmentiu, mas na prática continuou defendendo os valores do Comando.

O episódio revelou uma faceta do pensamento de parte significativa da elite brasileira, que tem um profundo menosprezo aos trabalhadores de um modo geral, em especial aos que exercem atividades como a dos garis.

Casoy é um digno representante de um segmento das elites, de natureza racista e preconceituosa. É do mesmo time de um jornalista que escreveu um livro dizendo que no Brasil não há racismo e hoje na TV Globo cuida diretamente de todo o noticiário sobre o candidato preferencial da emissora, o senhor José Serra. Em outras palavras, tudo que sai sobre Serra na Rede Globo passa antes pelo crivo de Ali Camel, segundo informam espiões benignos.

É uma vergonha que a TV brasileira seja ocupada por profissionais de imprensa que babam ódio, como Casoy, a qualquer tipo de manifestação das classes populares. Volta e meia, o próprio âncora da Bandeirantes é acionado para criminalizar de forma grosseira o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e qualquer outro movimento social. Ele fala com satisfação, tal como um mlitante ativo do CCC nos anos 60.

Os comentários contra os movimentos sociais são exatamente da mesma natureza que as reflexões feitas por Casoy sobre os garis. É o real pensamento de parte da elite brasileira, que não se conforma com o fato de o Brasil e a América Latina estarem em processo de transformação.

Casoy e outros do gênero, como, por exemplo, Arnaldo Jabor, são pagos para babarem ódio contra tudo que se aproxima de movimentos que visam tornar o país mais justo e igualitário.

Por estas e muitas outras é preciso mostrar aos brasileiros que o manipulado noticiário jornalístico das principais emissoras de televisão faz parte do jogo da dominação. Nada é por acaso, mesmo a reflexão do senhor Casoy ao expor o seu verdadeiro pensamento de servidor incondicional do poder econômico.

O âncora poderá ser gradativamente jogado fora pela cúpula da Band, porque pega mal para ela mostrar uma verdade que diariamente os bigshots midiáticos tentam maquiar de forma sofisticada para iludir os telespectadores.

Será que o Sinidicato de Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e a Federação Nacional dos Jornalistas não vão se pronunciar sobre um fato que fere a ética dos profissionais de imprensa?

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Extraído de http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/jakobskind-e-o-flagrante