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RADIOWEB ZUMBI DOS PALMARES

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Diretoria ataca oposição em nota na TV

Eleições no sindicato dos jornalistas



Foto: Fabiana Veloso
















Land entrega finalmente ata e regimento






A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba fez veicular em emissoras de televisão da capital na última sexta-feira, 21, uma nota oficial noticiando a suspensão da eleição marcada para o último sábado, 22. A nota ataca de forma desesperada o movimento Novos Rumos de oposição à atual diretoria, comandada por Land Seixas.

Num dado momento a nota insinua que a categoria foi “(...) desrespeitada por um diminuto grupo oposicionista”. Queríamos dizer para o pessoal da situação que já não somos tão diminutos assim e que o tamanho da insatisfação da categoria será conhecido no dia da eleição, quando as duas chapas estiverem efetivamente em disputa.

Recorrer à Justiça não é nenhum desrespeito. Falta de respeito maior é o que o grupo comandado por Land vem fazendo para se manter no poder há tanto tempo (cerca de 18 anos !). Todos agora sabem que o tempo do “quase absoluto” já passou.

A nota acrescenta que Novos Rumos se valeu de “(...) artifícios para interromper o livre direito do voto”. Ora, no regime democrático, medidas cautelares e liminares não podem ser considerados “artifícios”. Ou o juiz julga procedente ou improcedente. Não há meio termo ou meias verdades aos olhos da Lei. A Justiça reconheceu os vícios no processo eleitoral e defendeu as garantias democráticas dessa disputa pública.

O intuito do pedido de liminar foi somente o de garantir igualdade de oportunidades para todos os filiados. A eleição está assegurada, mas em data que possibilite a participação do máximo de jornalistas e com DUAS chapas concorrentes. Se há algo de artificial nesse processo todo é apenas a vontade do grupo de situação em impor à categoria, mais uma vez, chapa única para a diretoria de nossa entidade.

A nota da diretoria mostrou mais uma das práticas escusas do presidente-vitalício: o uso indevido das prerrogativas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para atacar opositores, com a conivência dos empresários da mídia televisiva local, especialmente da afiliada da Rede Globo (onde a nota foi gravada, produzida e veiculada). Todos sabem que os espaços para as notas oficiais do sindicato (em jornais e TVs) é uma concessão dos empresários negociada no ACT. O que a categoria (e a sociedade) esperam é que essa concessão seja explorada de forma equilibrada, tão somente para informes de interesse da categoria e não para veiculação de discursos opinativos em detrimento de grupo A ou B.

Não se vê a atual diretoria explorar essa prerrogativa para criticar as condições de trabalho dos jornalistas, nem para cobrar a instalação dos conselhos de Comunicação, ou para defender os jornalistas agredidos por causa do exercício profissional.

Vem aí mais uma Junta Governativa

Para o início de 2008 teremos uma tarefa mais premente: escolher as pessoas que comporão a Junta Governativa para gerir o sindicato até que as eleições ocorram de fato. Novos Rumos propõe desde já que a Junta seja composta de cinco membros, escolhidos em assembléia, que deverá ser realizada antes do final do mandato da atual diretoria, dia 20 de janeiro de 2008.

A figura da Junta está prevista no nosso estatuto sindical. Noutras ocasiões a entidade já esteve um período sob a direção de junta governativa, Land lembra bem disso. O fato é que o mandato desse grupo expirou e, portanto, seus diretores já não possuem mais legitimidade de conduzir oficialmente o nosso sindicato.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Justiça suspende eleições a pedido do movimento Novos Rumos

A juíza substituta da 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba, Dra. Silse Maria da Nóbrega Torres, acaba de conceder liminar suspendo o processo eleitoral no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba, que ocorreria no próximo sábado, dia 22. “É o reconhecimento da Justiça de que o processo eleitoral está totalmente corrompido por erros e vícios no intuito de impedir que a situação enfrente uma chapa opositora, como não ocorrer há anos na Paraíba”, avalia Dalmo Oliveira, um dos autores do pedido da liminar.

A liminar foi solicitada depois que o movimento Novos Rumos, de oposição à atual diretoria, foi impedida pela comissão eleitoral de inscrever chapa para concorrer ao pleito. A comissão exigia documentos não previstos no regimento eleitoral nem no estatuto social da entidade.

“Agora a categoria deve ficar atenta pois o mandato da atual diretoria encerra esse mês e vai ser necessário que os associados elejam, em assembléia extraordinária, uma junta governativa para dirigir o sindicato até que nova eleição seja marcada, garantindo a disputa das duas chapas”, acrescenta Oliveira.

O grupo de oposição garantiu também na Justiça acesso à ata da assembléia do último dia 6 de novembro, o regimento interno das eleições definido naquela assembléia e a relação atualizada de sócios adimplentes e devedores, documentos que têm sido negados aos concorrentes até então.

Veja a seguir a íntegra da petição que deu origem à liminar expedida pela Dra. Silse da Nóbrega:


EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUÍZA DE DIREITO DA 4ª VARA DA CÍVEL DA COMARCA DE JOÃO PESSOA - PB.


DALMO OLIVEIRA DA SILVA, brasileiro, casado, jornalista, servidor público federal, ; FABIANA VELOSO DOS SANTOS, brasileira, solteira, jornalista, JOSÉ ANTONIO DE OLIVEIRA, brasileiro, divorciado, jornalista; e MABEL DIAS DOS SANTOS, brasileira, solteira, jornalista, , por seu procurador e advogado infra-assinado, constituído nos termos dos Instrumentos de Mandatos Inclusos, vêm, mui respeitosamente, fulcrados nos artigos 796 e seguintes do Código de Processo Civil à presença de V. Excelência propor a presente AÇÃO CAUTELAR INOMINADA PREPARATÓRIA COM PEDIDO DE LIMINAR INAUDITA ALTERA PARS em face do SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DA PARAÍBA, pessoa jurídica de direito privado, estabelecido na Rua Índio Piragibe, 98, Centro, 1º andar, nesta Capital, representado por seu Diretor Presidente, Sr. LAND SEIXAS DE CARVALHO, pelas razões que passamos a expor:


1. PONDERAÇÕES DE FATO E DE DIREITO


Os suplicantes Sr. Dalmo Oliveira e a Sra. Fabiana Veloso são, respectivamente, Diretores de Mobilização e Direito Autoral; e de Imprensa e Cultura do Sindicato demandado, conforme cópia reprográfica da Certidão de Registro da Ata de Posse da Diretoria para o triênio 2005/2008 (DOC. 02).


Os suplicantes compõem grupo de oposição sindical ao atual Diretor Presidente, Sr. LAND SEIXAS DE CARVALHO, tendo formado a chapa denominada “Novos Rumos”, com base em edital publicado no dia 21 de outubro p.p, no Jornal da Paraíba, à página nº 16 (DOC.03).


Há de se esclarecer, Excelência, que o surgimento do movimento de oposição aconteceu a partir do momento em que os Diretores aqui autores passaram a discordar de práticas adotadas pelo Diretor Presidente e por outros membros da atual gestão, por ferirem frontalmente o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.

(http://www.fenaj.org.br/federacao/cometica/codigo_de_etica_dos_jornalistas_brasileiros.pdf).


Sucede que os suplicantes, notadamente em 22/11/2007, almejando exercer livremente os seus direitos estatutários de participar do pleito eleitoral, votando e sendo votados, foram impedidos pela Comissão Eleitoral, presidida pelo jornalista Sr. GILSON SOUTO MAIOR, de registrar a chapa para a disputa da Diretoria Executiva do referido Sindicato, com a alegação de que “(...) havia apenas as fichas de inscrição com os respectivos nomes e cargos dos candidatos, sem, no entanto, apresentar cópias comprobatórias de pagamento das mensalidades necessárias para a inscrição da referida chapa” (DOCs. 04 e 05).


Ato contínuo foi requerido pelo candidato a presidente, ao tesoureiro, que fosse procedida naquele momento a consulta nos registros contábeis daquela instituição acerca da situação dos integrantes da referida chapa.

O Sr. MARCOS DA PAZ FIGUEIREDO, tesoureiro da entidade, que estava presente no momento da solicitação, se recusou a verificar as pendências dos pretensos concorrentes.


Ora, MM. Juiz, a função daquele deveria ser a de facilitar a inscrição dos pretensos candidatos e não dificultá-la, caso se verificasse que havia alguma pendência financeira de algum integrante da chapa, esta seria imediatamente sanada com o seu pronto pagamento, por qual motivo então este se recusou a fazê-lo?


Há que se informar que a atual gestão do Sindicato se beneficiou desta arbitrária atitude pois, sem a inserção da chapa opositora, notadamente a “Novos Rumos”, aquela disputaria sozinha o pleito, constituindo-se chapa única o que atenta aos princípios constitucionais vigentes.


Pode-se presumir que houve preterição atentatória ao direito dos candidatos, uma vez que o deferimento da chapa concorrente ocasionaria uma disputa acirrada no pleito.


Ressalte-se que sequer foi disponibilizado aos propensos candidatos cópia do Regimento Eleitoral aprovado na Assembléia do dia 06/11/2007.


Irresignada com o indeferimento pela Comissão Eleitoral, os suplicantes apresentaram no último dia 27 de novembro, com fulcro no Artigo 37º, § 3 º, do Estatuto Societário do Sindicato demandado (Doc. 06), RECURSO à Diretoria da entidade sindical e à Assembléia da Categoria (DOC . 07).


O fato é que até o momento a Diretoria sindical não se manifestou sobre o pedido do contido no referido RECURSO ESTATUTÁRIO, o que estabelece inequivocamente Periculum in Mora, tendo em vista a aproximação do pleito sucessório sindical, marcado para o próximo dia 22/12/2007 (DOC. 03).


O réu, com sua atitude, demonstra querer inviabilizar a inclusão dos demandantes no pleito eleitoral que se aproxima.


Há de se acrescentar, Excelência, que a Diretoria sindical, fundamentalmente na pessoa do seu Diretor Presidente Sr. LAND SEIXAS DE CARVALHO, vem criando inúmeras dificuldades, no campo administrativo com intuito de impedir a filiação de novos jornalistas ao referido Sindicato, tornando mais complexo ainda a formação de grupos de oposição à sua administração, bem como, sonegando informações de caráter público aos filiados, tais como atas de assembléias, regimento interno eleitoral, nominatas de sócios adimplentes e inadimplentes etc, situações estas que criadas pelo seu atual gestor ensejaram a instauração do PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO nº 279/2007 (DOC. 08), perante o Ministério Público do Trabalho, através da sua Procuradoria Regional.


  1. DA LIMINAR VINDICADA


Ante os fatos supra-narrados, os autores, com vistas a salvaguardar seus direitos de concorrer, como associados do referido Sindicato, ao pleito eleitoral convocado para data que se avizinha, solicitam a concessão da presente Cautelar, a ser liminarmente deferida, dada a proximidade do pleito eleitoral, constituindo-se o Periculum in Mora.


Quanto à fumaça do bom direito, urge dar destaque ao fato de que os suplicantes, além de Diretores integrantes da direção do referido Sindicato por força da eleição que lhes fora outorgada pela categoria profissional, encontram-se em pleno gozo de seus direitos estatutários, assim como todos os trinta e três (33) membros que compõem a chapa “Novos Rumos”, (relação anexa, Doc. 09) arbitrariamente preteridos pela referida Comissão Eleitoral.


Advirta-se, que não há no Regimento Interno que rege o processo eleitoral, muito menos no Estatuto Social (Doc. 06) do referido Sindicato, qualquer exigência de comprovação de situação de adimplência com a Tesouraria para inscrição de chapas às eleições sindicais.

As Cortes pátrias têm entendido que, presentes o Periculum in Mora; e o fumus boni júris, o magistrado tem a faculdade de conceder cautelar “inaldita altera pars”, senão vejamos:


São requisitos da medida cautelar o “periculum in mora” e o “fumus boni júris”. (TRF – 2ª Turma, AC 92.685-SP, rel. Ministro Gueiros Leite, j.9.11.84.)

Esses requisitos se provam mediante “sumaria cognitio”, ao passo que na ação de mérito a cognição é plena. (RT 603/203)1


3. DA POSTULAÇÃO

Ex positis, e de acordo com o mais que dos autos consta, serve a presente cautelar preparatória para requerer:


  1. A suspensão do pleito eleitoral do SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DA PARAÍBA, marcado para o próximo dia 22/12/2007, até que a atual Comissão Eleitoral do referido Sindicato manifeste sua posição acerca das supostas exigências ao deferimento das solicitações de inscrições dos integrantes da chapa “Novos Rumos”; nos exatos termos do documento de número 09;


  1. Que se proceda nova convocação para a realização de um novo processo eleitoral com a observância dos prazos previstos no referido estatuto, notadamente nos arts. 33 a 41 do Estatuto Social da referida classe;


  1. Que se conceda aos potenciais eleitores da classe, a partir da data de expedição da presente Cautelar um prazo razoável a fim de que os jornalistas profissionais devidamente registrados, atuando no Estado da Paraíba, gozem de oportunidades iguais e condições administrativas plenas de filiação ao referido Sindicato laboral.


d) Que seja disponibilizado aos demandantes as cópias reprográficas autênticas da Ata da Assembléia Geral Extraordinária do SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DA PARAÍBA, ocorrida no último dia 06 de novembro, assim como de cópias reprográficas autenticadas do Regimento Eleitoral aprovado referida Assembléia;


Que após a apreciação e concessão da liminar se proceda a citação do Sindicato Réu, no endereço acima indicado, para, querendo, responder ao feito;


Por fim, requer o processamento regular do feito e seu julgamento procedente, com a condenação do réu ao pagamento de honorários à base de vinte por cento (20%) sobre o valor da Causa.


Dá-se à presente causa o valor de R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais) para efeitos meramente fiscais.

Nestes Termos,

Espera Deferimento.


João Pessoa, em 14 de dezembro de 2007.




Fernando Luis Maia Marques Machado

OAB/PI 296-B”



1 NEGRÃO, Theotõnio. Código de Processo Civil e Legislação Processual em Vigor – 30ª Ed. – São Paulo: Saraiva, 1999, pág. 749.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Bancários também discutem assédio moral

foto: Fabiana Veloso

Dalmo fez intervenção no simpósio

Temática começa a ser discutida pelos sindicatos

Por Mabel Dias

O Sindicato dos Bancários da Paraíba realizou nesta quinta-feira (13) no auditório da OAB-PB, o I Seminário Paraibano sobre Assédio Moral. O movimento Novos Rumos saiu na frente deste debate, quando no dia 10 outubro promoveu o seminário “Assédios da mídia”, que buscava debater com os/as jornalistas o tema do assédio moral em seus locais de trabalho e buscar soluções para acabar com esta prática tão nefasta. Em sua atividade, Novos Rumos contou com a colaboração da secretária da Transparência da Prefeitura de João Pessoa, Estelizabel Bezerra, que falou sobre “Relações de gênero & jornalismo”, o jornalista e professor da UFPB, Wellington Pereira, que abordou o tema de acordo com “Assédio moral: as fontes da humilhação”. E ainda o advogado Alexandre Guedes, que tratou dos aspectos jurídicos do assédio moral na palestra “Os Assédios no Prisma dos Direitos Humanos”.

Esta atividade, que aconteceu no mesmo local da dos bancários/as, não contou com a participação devida dos/as jornalistas paraibanos/as. Diferentemente dos/as bancários/as, que ocuparam significativamente as cadeiras do auditório advogado João Santa Cruz na tarde desta quinta, fazendo indagações, questionamentos e dando seus depoimentos acerca dos casos de assédio moral que acometeram colegas seus/suas e a eles/elas próprios, os/as jornalistas passaram distantes e encontram-se ausentes desta discussão. Os/as bancários/as se mostraram organizados/as, politicamente engajados/as e unidos/as pelas causas da categoria. O sindicato está de parabéns por trazer à tona este tema, um tema tão importante para os/as trabalhadores/as e que deve estar na pauta cotidiana.

Nenhuma categoria trabalhista está isenta de ser afetada pelo assédio moral. E com os/as jornalistas não é diferente. O movimento Novos Rumos testemunhou alguns depoimentos de jornalistas que foram assediados/as pelos seus chefes e ficou preocupado diante da falta de campanhas e de ações eficazes do Sindicato dos Jornalistas Paraibanos diante deste assunto, pouco falado e discutido pela sociedade em geral, mas deveras importante.

É lamentável constatar a falta de interesse dos/as jornalistas paraibanos em se debater esta questão e de constatar que a atual diretoria do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba não se movimenta em relação ao assunto, e mas, os/as jornalistas paraibanos/as demonstrasse inerte e sem nenhuma mobilização na reivindicação de seus direitos e de questões relacionadas a categoria.

Preocupa-nos saber que fazemos parte de uma categoria que se diz formadora de opinião, mas que muitas vezes não demonstra ter opinião própria e que espera sempre por um líder para que tome as decisões pelos/as demais, quando todos/as nós somos responsáveis pelas mudanças que tanto falamos e que queremos. Porém, perguntamos, será que os/as jornalistas paraibanos/as querem mudanças?

O movimento Novos Rumos está nas ruas, questionando, mexendo com os/as jornalistas, inquietando as cabeças pensantes da cidade para transformar esta realidade que pela qual passa o Sindicato dos Jornalistas da Paraíba. Estamos com a campanha nas ruas, “Assédio, ninguém merece” de combate ao assédio moral. Foram confeccionadas camisas em algodão colorido, naturalmente, com tecnologia da Embrapa, como meio de colocar o dedo nesta ferida e mobilizar a categoria em torno do tema. A camiseta está sendo comercializada por R$ 18,00 e o dinheiro arrecadado comporá um fundo de campanha para a disputa eleitoral já deflagrada no sindicato da categoria. Nossa chapa foi indeferida pela comissão eleitoral, entretanto, continuamos na luta, e convocamos aos/às jornalistas que querem ver mudanças e ação real por parte do sindicato dos jornalistas a se juntar a nós nesta batalha.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

...e assim se passaram 30 anos!

Decom comemora três décadas de
Jornalismo na UFPB com palestras




foto:
Dalmo Oliveira
















Zé Carlos, Jô Vital, Derval, Alessandra e Suetoni




Excelente iniciativa do DecomTur em promover um evento acadêmico dentro das comemorações dos 30 anos de fundação do curso de Jornalismo da UFPB. Achei pouco para a simbologia da data, mas ao menos não passou em branco. Nesta quarta-feira, dia 5, uma boa platéia de acadêmicos pode ouvir um pouco das experiências laborais de quatro profissionais consagrados da mídia local: Alessandra Torres (TV Correio), Suetoni Souto Maior (JPB), Jô Vital (TV Cabo Branco) e José Carlos dos Anjos Wallach (Jornal Correio).


Torres formou em 94, foi da turma pioneira da TV Tambaú, quando ainda era afiliada da Rede Manchete. Ela reconhece que o mercado da PB tem limitações de vagas e salariais. A blondy do Jornal da Correio (2ª edição) participou recentemente de reunião na matriz em São Paulo. Os chefes paulistas queriam saber qual a “mágica” que fez disparar o índice de preferência nos horários dos programas jornalísticos da emissora do Dr. Roberto Cavalcanti.

Ela acha que as críticas vêm à medida que aumenta o sucesso, mas defende que o jornalismo tem que se manter ético. Alessandra fala numa “cadeia de progresso” proporcionando a qualidade dos novos jornalistas. Ela se considera da “geração TV” que assolou o Decom por muito tempo e reconhece os talentos isolados de jornalistas que não passaram pelos bancos da Escola de Jornalismo no Castelo Branco. Compara os jornalistas sem diploma aos rábulas do Direito. A apresentadora diz ainda que é impossível fazer telejornalismo sem equipe.

Jô Vital formou-se no Decom em 92. Ela é Editora de Rede da afiliada da Globo há mais de 10 anos. Lembra que brigou como membro do Centro Acadêmico pela ocupação das redações pelos egressos do curso. Ela acha que a Academia forma “profissionais mais completos”, com cultura vasta e rica e visão ampliada da realidade. “No Jornal Nacional você precisa contar uma história em um minuto e dez, no máximo”, avisa a editora. Vital acha que as deficiências dos jornalistas que saem do Decom são problemas anteriores ao ingresso na universidade. “Má formação no ensino fundamental”, aponta a jornalista.
Ela acha que na atualidade o maior problema é que os repórteres têm medo de perguntar. “Estão despreparados para perguntar o essencial na matéria”, diagnostica. Jô lembra que os jornalistas de TV têm o “ego” maior que os demais jornalistas. “Eles têm certeza que são Deus!”, brinca a editora. O fato é que os novos repórteres não aprenderam a contar histórias para a TV. “Eles são escravos dos editores, não brigam para contar suas próprias histórias”, avalia. Ela comparou o trabalho dos jornalistas ao carregador de pedras, citando a lenda de Sísifo.

Já Suetoni Souto Maior (chefe de reportagem do JPB), formou no Decom em 98. Ele alertou para o problema do estágio, principalmente nos portais de notícias. O jornalista defendeu a inserção de disciplinas para o reforço das matemáticas e afins na grade curricular da formação em Jornalismo, assim como noções de Direito e outras especialidades, no sentido de melhorar o desempenho dos novos jornalistas na cobertura de notícias que exigem cálculos, estatística etc.

O último facilitador convidado a falar foi Zé Carlos dos Anjos (secretário de redação do Jornal Correio). Ele formou em 91, mas já atuava na imprensa paraibana por influência do pai, Fernando Wallach, com quem trabalhei em O Norte até 94. Dos Anjos defende a idéia de que o curso precisa possibilitar aos alunos “momentos de prática de redação”. Ele lembrou de quando fizemos a disciplina de “Jornal Laboratório” e o “Nariz de Cera” (ou era “Questão de Ordem”?), ficou enganchado na Gráfica Universitária e “nunca saiu”, lamenta o jornalista. Ele acha que os “focas” têm dificuldade de “dar ritmo” à produção diária. Acusa uma certa falta de intimidade com a regra do lead.

Para Zé Carlos, no passado havia um certo romantismo na prática jornalística, que foi se perdendo ao longo do tempo. Ele falou do preconceito dos jornalistas do “batente” em relação aos focas do Decom. Para Wallach, jornalista é uma denominação genérica. “O repórter é que é a pérola do jornalismo”, filosofa. O atrelamento (dependência) dos repórteres à pauta também foi criticado por Zé Carlos.

A questão da "cultura da violência" como pauta constante na mídia local foi abordada por alguns estudantes De um modo geral, os convidados se saíram bem. O consenso é que o jornalismo que se quer deve ser cultivado nas faculdades. Além disso a audiência fez intervenções interessantes, como a crítica ao curso “caça-níqueis” de curtíssima duração oferecido pelo Cefet, em pareceria com o Sindicato dos Radialistas. Os alunos também quiseram saber qual o melhor caminho para se dar bem no mercado e aquilo que não pode faltar no jornalista moderno. Houve também questionamentos sobre a reforma universitária que pretende ampliar o número de alunos em salas de aula nas universidades. O professor Derval Gólzio, mediador da mesa, defendeu a reforma, considerando que nas principais escolas de países centrais o número de estudantes pode chegar até 60 por sala.


Minha intervenção abordou a questão de se entender o jornalismo como principal ferramenta de promoção da cidadania e é nisso que os cursos superiores devem investir principalmente, em formar jornalistas, antes de tudo, cidadãos. Avaliei ainda o distanciamento do Sindicato dos Jornalistas com Decom e a falta de oportunidades de reciclagem e retorno dos veteranos àquela escola. Informamos a proximidade das eleições pro Sindicato dos Jornalistas e da campanha que Novos Rumos deflagrou em relação ao problema do assédio moral nas redações.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Lançada campanha anti-assédio

Lançada campanha anti-assédio





















Novos Rumos confeccionou camisetas para sensibilizar jornalistas

O movimento Novos Rumos deflagrou junto aos jornalistas paraibanos uma campanha de combate ao assédio moral. Foram confeccionadas camisetas em algodão colorido naturalmente, com tecnologia da Embrapa, como forma de sensibilização para o problema.

“A idéia é que o jornalista use a camiseta no exercício da profissão, já que é um profissional formador de opinião e interage diariamente com vários segmentos sociais”, diz Mabel Dias, componente do movimento. A camiseta está sendo comercializada por R$ 18,00 e o dinheiro arrecadado comporá um fundo de campanha para a disputa eleitoral já deflagrada no sindicato da categoria.

O assédio moral ocorre com humilhações no cotidiano das relações de trabalho, mexendo com a subjetividade do assediado, minando sua auto-confiança. Essa prática está concentrada nos locais de produção e de organização do trabalho, atuando nos espaços de poder, nos eixos de dominação.

Uma frase típica dessa situação é aquela que diz 'você sabe com quem está falando?’. A prática do assédio faz da humilhação uma "violência cognitiva". O assédio impõem, assim, às suas vítimas um sofrimento social insuportável, parecido com o que sentiram os sobreviventes dos campos de concentração.

Um cuidado importante na detecção dos sintomas de quem sofre assédio é não confundi-lo com irritabilidade, estresse, ou ainda pouca inteligência emocional. Em muitos casos o assediado é usado como “boi de piranha”, apontado como exemplo para os demais colegas do local de trabalho. O trabalhador passa a ser visto como um paradigma a não ser seguido pelos outros.

Os interessados em adquirir a camiseta podem entrar em contato pelo email novosrumos.jornalistas@gmail.com ou pelo celular 8898.3155.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Comissão eleitoral ignora Código de Ética dos jornalistas




CE não aceita impugnação da chapa
Linha Independente

Comissão escolhida por Land ignora Código de Ética

A comissão eleitoral do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, presidida por Gilson Souto Maior, indeferiu mais um pedido do movimento Novos Rumos. Desta feita a CE simplesmente ignorou o Código de Ética da categoria, ao justificar que “(...) nada foi encontrado no Regimento Eleitoral, Estatuto e Código de Ética, que justifique a IMPUGNAÇÃO de inscrição da chapa ‘Linha Independente’”.

O mal da ignorância não assola apenas a CE: poucos sabem que o Código de Ética foi recentemente revisado, num congresso extra da Fenaj em Vitória (ES). Menos ainda sabem que o atual presidente e outros diretores participaram do referido evento. O que a categoria não ficou sabendo mesmo foi do conteúdo do congresso. Os delegados paraibanos ainda não socializaram com a categoria as discussões e deliberações do congresso capixaba. Para os que quiserem se atualizar como o novo código, o endereço para baixá-lo é: http://www.fenaj.org.br/federacao/cometica/codigo_de_etica_dos_jornalistas_brasileiros.pdf

Ou a CE desconhece o novo código ou essa é apenas mais uma das inúmeras barreiras impostas pela situação para dificultar as chances do movimento Novos Rumos de concorrer ao pleito de dezembro. O importante agora é garantir a disputa eleitoral. Qual o receio de uma eleição com a oposição? Porque a atual diretoria não se submete ao crivo da democracia e deixa a categoria escolher nas urnas (eletrônicas!) o futuro do sindicato?? Há algum problema contábil/financeiro na entidade, que a categoria não possa saber???. Porque tanto mistério com a lista de sócios adimplentes???? Nossa exigência é simples: transparência!



Assembléia vai decidir legalidade de Novos Rumos

Novos Rumos já entrou com recurso solicitando a urgente convocação de nova assembléia, de caráter extraordinário, para que a categoria reunida dê a palavra final sobre a elegibilidade da nossa chapa. Queremos apenas o direito de, como filiados, ter igualdade de oportunidades com qualquer outro grupo político que dispute a direção sindical.

Vejamos o que diz o Parágrafo Terceiro do Art. 37º do estatuto da nossa entidade:

“Da decisão da Comissão Eleitoral caberá recurso, em última instância, para Assembléia Geral Extraordinária a ser convocada pela Diretoria”.

Esse pode ser também o momento especial para que nós da chapa Novos Rumos exibamos nossas principais propostas para as mudanças que queremos implementar na entidade representativa dos jornalistas paraibanos. O espaço das assembléias é o mais democrático porque é onde as lideranças dialogam diretamente com o que no sindicalismo se chama de base.

Entre a base e o topo da pirâmide sindical queremos estreitar as diferenças, falar uma mesma linguagem, coletivizar as decisões. Sem a participação de todos o sindicato fica frágil, submetido à uma meia dúzia de “iluminados” altruístas. Vamos devolver a entidade aos seus legítimos donos: os trabalhadores do jornalismo paraibano.