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terça-feira, 31 de março de 2009

Comunicadores defendem fraudadores e militares golpistas

Marinho e Jota Júnior: difundindo a ignôminia
     


por Dalmo Oliveira

Essa semana vi/ouvi dois comentários de "jornalistas" consagrados da imprensa paraibana que me deixaram de bobeira. A primeira foi na televisão: o radialista/prefeito Josival Júnior de Sousa (mais conhecido como Jota Júnior), naquele programa do meio dia (Correio Verdade) comentando a prisão da empresária da Daslu, Eliana Tranchesi. Jota estava inconformado porque a Justiça havia dado uma pena tão dura (94 anos!) para uma empresária, uma empreendedora, enquanto a bandidagem que cometia crimes "hediondos" pegava penas menores e muitos sequer estavam presos.

Hoje pela manhã, como sempre faço, vou para o trabalho ouvindo no carro o programa jornalístico da Rádio Correio FM de Campina Grande. Lá pelas tantas entra a vinheta do "comentarista político" Marcos Marinho. Ele puxou um assunto interessante. "Hoje completam-se 45 da revolução", disse, referindo-se ao tenebroso e sanguinário golpe militar perpetrado pelos generais em 1964. Quando alguém chama aquele golpe de "revolução" eu já fico desconfiado. Pois não deu outra: Marinho debulhou um rosário de elogios aos "generais do milagre econômico", dizendo que, sem eles o Brasil jamais encontraria o caminho da ordem e o respeito às hierarquias. O radialista e ex-vereador, disse que até sofreu represálias naquele período, mas que a "DITABRANDA" havia sido necessária para por o país nos trilhos, etc, etc, etc.

Esses dois exemplos mostram claramente a mentalidade reacionária de alguns homens de imprensa da Paraíba. Esses são, ao final das contas, os caras que forma a opinião da nossa juventude. Os responsáveis pela "memória coletiva" da gente paraibana. Um em Campina outro em João Pessoa, usando e abusando dos veículos de comunicação para confundir a opinião pública, desinformando nossas consciências.

É por essas e outras que se faz mais que urgente uma revisão na regulação do jornalismo tupiniquim. Vem em boa hora a proposta de uma conferência de comunicação, onde a sociedade diga, de uma vez por todas, que esse tipo de "jornalismo" não serve à coletividade. Basta de manipulação. O que o prefeito-radialista e o ex-vereador jornalista fazem, no cotidiano de suas práticas comunicacionais, é, nada menos, que um grave crime contra a democracia e a cidadania.

Um comentário:

Anônimo disse...

Já havia deixado aqui meu comentário em outra ocasião e concordo com vc Dalmo.E digo mais,a Correio tem bons profissioanis,mas esses dois aí,Mônica Rodrigues,coitada,quando é reportagem ao vivo a coitada se enrola toda!Tá faltando gabarito!